O que fazer com o lixo eletrônico?
Por Stella Dauer
http://br.especiais.yahoo.com/plug-play/artigo/post/tech_noticias/7/O-que-fazer-com-o-lixo-eletr%C3%B4nico%3f.html
O lixo eletrônico é um dos mais novos problemas da modernidade. Em um mundo em que os produtos são feitos para serem substituídos, o chamado resíduo tecnológico começa a acumular de maneira preocupante em aterros e lixões.
São milhões de celulares, computadores, DVDs, impressoras, notebooks, televisores, tocadores de música e outros aparelhos eletroeletrônicos descartados sem cuidado, mostrando que seus antigos donos não sabem que esse tipo de material deve ter tratamento e destino adequados para evitar a poluição e a contaminação das reservas naturais e do meio ambiente.
De acordo com o Greenpeace, 50 milhões de toneladas de eletrônicos são descartados por ano em todo o mundo. Preocupada com isso a ONG lançou há três anos o "Guia de Eletrônicos Verdes", que mostra periodicamente uma nova versão de um ranking composto pelas 18 maiores empresas do ramo no mundo. Quanto mais colaboram para tornar seus produtos menos nocivos ao meio ambiente, mais sobem nas colocações.
Quando o material eletroeletrônico é jogado fora sem cuidado, a sua exposição ao sol, à água e ao tempo provoca vazamentos e deterioração de materiais que contaminam o solo e os rios, chegando inclusive aos alimentos consumidos por pessoas e animais.
Entre os maiores problemas do resíduo eletrônico estão as pilhas e baterias. Compostas geralmente por chumbo, cádmio, mercúrio, manganês, cobre, níquel cromo e zinco, são altamente poluentes e causam estragos quando em contato com a natureza, uma vez que esses metais nunca se decompõem no ambiente e se acumulam com facilidade no corpo dos seres vivos.
Qual a situação no Brasil e no mundo?
As Nações Unidas apoiam o reparo e o comércio de recicláveis e a União Europeia já adota a Convenção de Basileia, que proíbe o descarte de lixo eletrônico em aterros e a exportação para outros países desde os anos 90, criando uma indústria específica para esse nicho.
Nos Estados Unidos, onde o tempo médio de uso de um computador é de 18 a 24 meses, existem leis destinadas exclusivamente à eliminação de baterias e no Canadá já existem impostos adicionados aos eletrônicos que possuem certos elementos químicos em sua composição. Entre 50% a 80% do lixo eletrônico produzido em países desenvolvidos acaba sendo exportado para países em desenvolvimento, como o Brasil e outros locais na África, onde acabam sendo incinerados para a recuperação de metais. Esses processos geralmente se dão de forma ilegal e contaminam o ar.
No Brasil, entretanto, ainda não existem leis que regulem a produção desenfreada do lixo eletrônico. Carlos Américo, representante do Ministério do Meio Ambiente informa que a única legislação relacionada ao assunto é a lei ambiental (Resolução Conama 257 de 30/06/1999), que estabelece limites para o uso de substâncias tóxicas em pilhas e baterias e delega ao varejo a responsabilidade de ter sistemas para coleta destes materiais e encaminhá-los para reciclagem junto aos fabricantes. Uma Política Nacional de Resíduos Sólidos tramita no governo desde 2007, ainda sem aprovação final.
Resta às empresas cumprirem seus papéis e cuidarem para que aquilo que produzem e vendem seja descartado da maneira correta. Não só as empresas, mas também o consumidor pode tomar providências para evitar um colapso no sistema de limpeza pública e evitar um desastre ambiental eminente.
O que você pode fazer?
Computadores - Mesmo achando que o seu PC não presta para mais nada, muitos ainda podem aproveitá-lo para muitas coisas. Uma boa opção é doar para uma instituição como a "Fundação Pensamento Digital", que aceita modelos com processadores acima do Pentium II, além de monitores, teclados, mouses e cabos em funcionamento.
Além dessa instituição, outras como a ONG "Comitê para Democratização da Informática" também aceitam computadores em todo o Brasil, além de periféricos, scanners e impressoras. Com as doações o CDI busca levar o conhecimento da tecnologia à população de baixa renda.
Caso seja uma raridade, é possível levar sua relíquia ao "Museu do Computador", que aceita doações de equipamentos para compor seu acervo. Além do seu PC velho, eles também aceitam HDs, disquetes, placas-mãe, softwares, livros, revistas e até material antigo de escritório. Em uma oficina especializada, os equipamentos doados são revisados e consertados para exposição.
Jose Carlos Valle, presidente e curador do museu, ressalta que a vantagem em doar as peças ao local é o uso de tudo o que é entregue. "Não jogamos nada fora, aproveitamos tudo. As peças de museu serão guardadas, e as outras são separadas para diversos fins como fazer quadros etc." declara. Consciente do problema do lixo eletrônico Valle ministra palestras informativas sobre o assunto, nas quais dá ideias do que mais pode ser feito com a sucata tecnológica, como roupas e esculturas.
Impressora - Em vez de jogar sua impressora fora quando for realizar um upgrade no escritório, utilize-a para conseguir um desconto em novos equipamentos. O programa "Novo Trade In da HP" dá um vale compras de até R$200,00 na compra de impressoras e multifuncionais para quem trouxer seu aparelho usado.
Celular - Se você está cansado do seu celular e comprou outro a primeira coisa a fazer é tentar vendê-lo em um dos tantos sites de venda ou em listas de emails, entre amigos. Outra opção é dá-lo a alguém, pois sempre há quem tenha um modelo pior do que o seu, ou que tenha sido roubado ou quebrado. Passar um celular a outra pessoa aumenta a vida útil do aparelho e prolonga a data do seu descarte.
Caso você não queira dar e nem vender, ou seu celular quebrou, caiu na privada etc., existem muitos locais em que você pode depositar a bateria, o aparelho e inclusive acessórios do celular. As operadoras Claro, Vivo e TIM recolhem esse tipo de material em muitas de suas lojas e as fabricantes Sony Ericsson, Nokia e Motorola também possuem programas de recolhimento de aparelhos e acessórios.
Baterias, pilhas de câmeras, relógios e outros - Muitas empresas possuem um local próprio para que seus funcionários descartem seu lixo eletrônico. Se esse não for o caso da sua, procure o Papa Pilhas, projeto do Banco Real em parceria com outras empresas que espalha em shoppings, empresas e agências bancárias repositórios nos quais podem ser descartadas baterias variadas e pilhas de eletroeletrônicos em geral.
Segundo o "site do projeto", até o final de 2008 mais de 170 toneladas de material foram recolhidas e enviadas à empresa Suzaquim, uma das únicas empresas no Brasil autorizada a reciclar esses produtos.
O Papa Pilhas não aceita baterias maiores do que 500 gramas ou com dimensões maiores do que 5 x 8 cm, mas de acordo com a lei a devolução desses itens deve ser feita no local de compra ou ao fabricante.
Lâmpadas - Segundo a Apliquim, empresa especializada em processamento de lâmpadas descartadas, o processo acima vale também para as lâmpadas, sejam elas fluorescentes ou incandescentes. Uma vez que seu vidro não pode ser reciclado da forma normal, elas devem ser devolvidas ao local em que foram compradas.
Atenção com o que compra - Pilhas falsificadas e irregulares representam um risco ainda maior ao meio ambiente, pois podem vazar com maior facilidade. Exija do vendedor todas as informações possíveis a respeito da origem da pilha, e desconfie do camelô que vende aquelas marcas chinesas por três reais e adquira apenas marcas conhecidas.
Além disso, prefira aparelhos portáteis cuja bateria pode ser removida. Produtos que possuem pilhas embutidas duram menos e é mais difícil encontrar um local para substituir sua carga.
O que é feito com o lixo eletrônico?
No Brasil, todo tipo de bateria recarregável como as que utilizamos em notebooks, máquinas fotográficas, celulares e pilhas recarregáveis e que são recolhidas para a reciclagem costumam passar por um processo de desencapação e os metais contidos em seu interior são queimados em fornos industriais de alta temperatura com filtros que impedem a emissão de gases poluentes. Ao final são obtidos sais e óxidos metálicos, que posteriormente são utilizados em tintas, vidros, cerâmicas e química em geral.
Um processo semelhante acontece com outros tipos de equipamentos. Computadores, celulares e outros eletrônicos são desmembrados em várias partes (metais, fontes, placas de circuito, plástico) manualmente ou de forma automática. Segundo a Nokia, seus aparelhos e acessórios têm em sua composição 45% de plástico, 20% de cobre, 10% de materiais cerâmicos e 25% de outros materiais, todos eles com 100% de capacidade de reaproveitamento. O material separado pode ser moído ou derretido, voltando à sua origem e entrando na fabricação de novos produtos, que nem sempre são eletroeletrônicos.
Mas o site "Lixo Eletrônico" afirma que o Brasil ainda não possui um processo completo de reciclagem de materiais. Após a separação das partes mais valiosas manualmente, o resto do lixo eletrônico é moído e enviado para fora do país. O site também informa que em alguns lugares esse processo é executado por crianças de 12 anos.
Joga fora no lixo
Uma iniciativa divertida aconteceu no último dia 3 de outubro no Gramadão da Vila A, local de morada de trabalhadores da hidrelétrica Itaipu Binacional. A segunda edição do "Campeonato Sul-Americano de Arremesso de Celular e o 1º Campeonato Mundial de Arremesso de Notebook" reuniram 120 pessoas com o objetivo de conscientizar os participantes sobre a importância do lixo eletrônico.
Cobrando uma inscrição de 2 quilos de alimento os campeonatos premiaram aqueles que conseguiram arremessar os equipamentos o mais longe possível com ingressos para hotéis e passeios turísticos. "Todo o material utilizado no torneio não funciona mais, foram sucatas doadas por seus donos ou assistências técnicas" avisa Gabriel Campos, coordenador do evento.
Ricardo Pires Garcia levou o primeiro lugar ao arremessar seu celular a 87,44 metros de distância, quebrando seu próprio recorde feito no ano anterior, e Roberson da Luz foi o vencedor da categoria dos notebooks, alcançando a marca de 25,85 metros. Os celulares e notebooks arrecadados foram destinados para a COAAFI (Cooperativa dos Agentes Ambientais de Foz do Iguaçu) e os alimentos serão doados para o Projeto Mão Amiga, instituição que acolhe moradores de rua em Foz do Iguaçu.
O evento teve grande repercussão na cidade e na mídia nacional. "Nosso objetivo era chamar a atenção para a quantidade de produtos eletrônicos produzidos no mundo, 50 milhões de toneladas/ano, e fazer a pergunta: 'Qual o destino final destes produtos?'. Acredito que a semente foi lançada" comenta Gabriel, que ficou satisfeito com o resultado.
Geek.com.br
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Footprint Calculator
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How much land area does it take to support your lifestyle?
http://www.footprintnetwork.org/en/index.php/GFN/page/calculators/
Take the quiz to find out your Ecological Footprint, discover your biggest areas of resource consumption, and learn what you can do to tread more lightly on the earth.
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quinta-feira, 28 de maio de 2009
Qual é a hora certa para ir banheiro em um filme?
Olha só - por Ricardo Calil
28/05/2009 - 22:03
Qual é a hora certa para ir banheiro em um filme?
Deu no Blue Bus: existe um site americano que indica os melhores momentos para ir ao banheiro no meio de um filme, os chamados tempos mortos, em que rola pouca ação. O RunPee permite a colaboração dos usuários e tem uma lista ainda pequena de filmes, que vai das estreias da semana a filmes mais antigos. Dois exemplos: em “Star Wars”, o momento do xixi vem com 1h40 de projeção, quando Han diz a Luke: “Ainda não escapamos desta”; em “Wolverine”, são 50 minutos até a hora do banheiro, bem no instante em que o protagonista descobre que tem garras metálicas. O site ainda indica o que acontece nos três minutos seguintes, que ele calcula como tempo médio da ida ao WC. Serviço bom é isso aí.
28/05/2009 - 22:03
Qual é a hora certa para ir banheiro em um filme?
Deu no Blue Bus: existe um site americano que indica os melhores momentos para ir ao banheiro no meio de um filme, os chamados tempos mortos, em que rola pouca ação. O RunPee permite a colaboração dos usuários e tem uma lista ainda pequena de filmes, que vai das estreias da semana a filmes mais antigos. Dois exemplos: em “Star Wars”, o momento do xixi vem com 1h40 de projeção, quando Han diz a Luke: “Ainda não escapamos desta”; em “Wolverine”, são 50 minutos até a hora do banheiro, bem no instante em que o protagonista descobre que tem garras metálicas. O site ainda indica o que acontece nos três minutos seguintes, que ele calcula como tempo médio da ida ao WC. Serviço bom é isso aí.
sábado, 28 de março de 2009
A ecologia do Fantástico
Fantástico de domingo 22/03/09.
Uma reportagem sobre ecologia(?) começa a ser exibida, e de repente eles mostram um carro movido a lixo. Os autores da "invencao" colocam raspas de madeira para fazer o carro funcionar com dificuldade. Madeira é lixo?
Depois mostram o que mais me deixou preocupado: uma cidade que supostamente é energizada pela queima do lixo. Zeca Camargo diz algo do tipo:
"Lixo nao eh um problema para essa cidade. O que seria ruim em outros lugares aqui serve para fornecer luz para 7 mil habitantes. TODO o lixo é transformado em energia".
Assim é a lição de ecologia do fantastico. Vamos produzir mais lixo pra gerar energia para nossas cidades...então tá.
José Simão é quem tem razão. Aquecimento Global é Suzana Vieira no ensaio de escola de samba para o carnaval hahahahaha
Uma reportagem sobre ecologia(?) começa a ser exibida, e de repente eles mostram um carro movido a lixo. Os autores da "invencao" colocam raspas de madeira para fazer o carro funcionar com dificuldade. Madeira é lixo?
Depois mostram o que mais me deixou preocupado: uma cidade que supostamente é energizada pela queima do lixo. Zeca Camargo diz algo do tipo:
"Lixo nao eh um problema para essa cidade. O que seria ruim em outros lugares aqui serve para fornecer luz para 7 mil habitantes. TODO o lixo é transformado em energia".
Assim é a lição de ecologia do fantastico. Vamos produzir mais lixo pra gerar energia para nossas cidades...então tá.
José Simão é quem tem razão. Aquecimento Global é Suzana Vieira no ensaio de escola de samba para o carnaval hahahahaha
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Menina encontra R$ 20 mil em casaco doado a vítimas de enchentes em Santa Catarina
Menina encontra R$ 20 mil em casaco doado a vítimas de enchentes em Santa Catarina
Do UOL Notícias
Em São Paulo*
Uma menina de cinco anos encontrou R$ 20 mil escondidos em um casaco recebido por sua família como doação, após perder tudo na região do Alto Baú, em Ilhota, no Vale do Itajaí, durante as enchentes que castigaram Santa Catarina. As informações são do portal 'Diário Catarinense'.
O avô da menina, Daniel Manoel da Silva, 58 anos, foi atrás do doador, que é morador de Concórdia, município no Meio-Oeste catarinense, para devolver o dinheiro. "Se o dinheiro fosse entregue nas minhas mãos, teria aceitado com certeza, pois agora precisamos. Mas é uma questão de criação, fui educado assim e estou com a consciência limpa" afirmou Daniel ao 'Diário Catarinense'. Segundo o portal, ele recebeu R$ 1 mil pela honestidade.
A menina Daniele Maria Annater, 5 anos, brincava com o casaco quando encontrou o dinheiro escondido na manga. Nem a mãe nem as tias da menina haviam se interessado pela peça, considerada uma roupa muito fina para o estilo de vida da família, e iriam repassá-la para outros desabrigados.
Daniel Manoel da Silva, que plantava cana e fabricava cachaça artesanal, perdeu cinco familiares no dia 23 de novembro, quando a casa nova da família foi encoberta pela lama. Luis Paulo Hostim, 17 anos, João Pedro Silva, um ano e oito meses, Joana Maria Annater, sete meses, Nelson Galdino da Silva, 62 anos, e Maria Tatiana Hostim, sete meses, morreram soterrados.
Do UOL Notícias
Em São Paulo*
Uma menina de cinco anos encontrou R$ 20 mil escondidos em um casaco recebido por sua família como doação, após perder tudo na região do Alto Baú, em Ilhota, no Vale do Itajaí, durante as enchentes que castigaram Santa Catarina. As informações são do portal 'Diário Catarinense'.
O avô da menina, Daniel Manoel da Silva, 58 anos, foi atrás do doador, que é morador de Concórdia, município no Meio-Oeste catarinense, para devolver o dinheiro. "Se o dinheiro fosse entregue nas minhas mãos, teria aceitado com certeza, pois agora precisamos. Mas é uma questão de criação, fui educado assim e estou com a consciência limpa" afirmou Daniel ao 'Diário Catarinense'. Segundo o portal, ele recebeu R$ 1 mil pela honestidade.
A menina Daniele Maria Annater, 5 anos, brincava com o casaco quando encontrou o dinheiro escondido na manga. Nem a mãe nem as tias da menina haviam se interessado pela peça, considerada uma roupa muito fina para o estilo de vida da família, e iriam repassá-la para outros desabrigados.
Daniel Manoel da Silva, que plantava cana e fabricava cachaça artesanal, perdeu cinco familiares no dia 23 de novembro, quando a casa nova da família foi encoberta pela lama. Luis Paulo Hostim, 17 anos, João Pedro Silva, um ano e oito meses, Joana Maria Annater, sete meses, Nelson Galdino da Silva, 62 anos, e Maria Tatiana Hostim, sete meses, morreram soterrados.
sábado, 28 de junho de 2008
Cachorro adota filhotes de leão

http://itodas.uol.com.br/portal/casa_e_comida/colunistas/juliana_bussab/materia.itd.aspx?cod=3918&canal=387&Pagina=1
Cachorro adota filhotes de leão
Juliana Bussab
Em visita à Africa, a jornalista Juliana Bussab flagrou um labrador que adotou uma leoa, rejeitada pela mãe por nascer com um problema nas patas traseiras. E não foi a primeira...
Na província de Limpopo, na África do Sul, em uma das muitas reservas usadas para safáris fotográficos, encontrei uma história de amor que é, no mínimo, curiosa.
Prince, um "labralata", de mais ou menos 6 anos, não é como os outros cães de estimação comuns. Quando ele vem correndo pelas trilhas em sua direção, você logo toma um susto: ao lado dele vem uma leoa, Chuby, dois anos de idade e três vezes maior do que Prince. E os dois saem rolando no chão e brincam de pega-pega como velhos amigos.
Chuby, a leoa, nasceu com um problema congênito nas patas traseiras e por isso foi rejeitada pela mãe. A reserva, que tem um programa de proteção e preservação da espécie, criou a felina em cativeiro. E Prince é a única mãe que ela conhece.
Mas ela não é a única. Ao longo dos anos, Prince adotou diversos leõezinhos, e cuidou de cada um, como cuida sempre, como se fosse seu.
Manso, esperto e amigável, Prince é um cão sem igual. Ainda filhote, os donos da reserva notaram que ele tinha uma afinidade especial com os leões. Desde o primeiro filhote rejeitado pela mãe (e foram muitos), Prince vai junto bancar a babá. E, desde então, vem criando filhotes e mais filhotes felinos.
É ele quem ensina o leãozinho ainda bebê a desenvolver atenção e reconhecer os perigos. Prince também ensina a socialização com os humanos e, por isso, esses órfãos se tornam confiáveis o suficiente para caminhadas com os turistas. Se é amigo do Prince, é amigo deles também.
A idéia é que proporcionando essa interação entre humanos e leões, as pessoas se concientizem da importância do trabalho de proteger a espécie que, acreditem ou não, ainda sofrem com a caça na África do Sul por estrangeiros ricos, que viajam especialmente para isso. Basta pagar uma pequena fortuna por um documento que autoriza a caça dos animais. Eu tive a infelicidade de ver alguns deles e o arsenal de armas que carregavam.
Quando completam por volta de 2 anos, as leoas já tem uma força incontrolável. E quando o instinto do felino que estava adormecido, começa a aparecer, é o cão que as acompanha nas novas empreitadas, apesar de não fazer a menor idéia do que é caçar. Não é a toa que Chuby atacou um javali, e como não sabe matar, começou morder a perna do bicho ainda vivo, achando que era mais um pedaço de carne. Enquanto Prince olhava com desaprovação, o javali correu, mancando, provavelmente pensando: mas que diabos de leoa é essa?
É por causa dessa força e por não obedecer mais aos comandos do cão ou dos tratadores que as caminhadas são suspensas e um outro leãozinho entra em cena. Aquilla um bebê de 2 meses é o mais novo amigo de Prince. Enquanto Prince corre entre os turistas, o filhote desbrava a mata, sobe em troncos e aguça seus instintos. Mas quando se vê sozinho, chora pedindo ajuda e lá vai Prince rápido como uma mãe que vê seu filhote em perigo. Uma bela lambida depois e Aquilla segue o cão, que indica o caminho seguro a seguir.
Com Chuby, as caminhadas são mais emocionantes. Prince corre na frente, a leoa corre atrás, o alcança, o derruba e os dois começam a brincar. Mordidas, tapas, movimentos traiçoeiros e muita agitação. Quando a brincadeira sai do controle e um dos dois reclama de dor, um dos nativos que acompanha a caminhada tenta separá-los com uma vareta, e balbucia em africânes sua sabedoria: "Errado! Errado! Espécies diferentes". Mas parece que nenhum dos dois está ligando muito para isso...
Homem é preso por criar ursa para a filha na Índia

http://www1.folha.uol.com.br/folha/bichos/ult10006u415555.shtml
Homem é preso por criar ursa-beiçuda para a filha na Índia
da Associated Press, em Nova Déli
Esta deveria ser a comovente história de um homem que adotou uma ursa órfã das florestas no leste da Índia para torná-la parte da família, confortando a filha pequena que havia acabado de perder a mãe. Mas, quando as autoridades ambientais viram a notícia na mídia local na semana passada, virou uma tragédia.
Ursa-beiçuda (Melursus ursinus) Rani e Ram Singh Munda na bicicleta do indiano; animal se recusa a comer em zoológico
Ram Singh Munda, 35, foi preso por violar leis ambientais. A ursa foi mandada para um zoológico, onde se recusa a comer. E a filha de seis anos está em um internato.
Agora, ativistas, sensibilizados com a compaixão de Munda, tentam libertá-lo e reunir a família.
"Condenamos fortemente o modo como as autoridades prenderam esse homem pobre e analfabeto que não sabia das normas oficiais", afirma Jiban Ballav Das, líder da entidade People for Animals no Estado de Orissa.
Munda é um trabalhador oriundo das tribos que vivem nas florestas a cerca de 200 quilômetros ao norte da capital do Estado, Bhubaneswar. Ele disse que achou o filhote no ano passado enquanto recolhia lenha.
Munda, a ursa-beiçuda Rani e Dulki, filha do indiano, que foi mandada temporariamente para um internato após a prisão do pai
Munda levou o animal (uma ursa-beiçuda) para casa e o batizou de Rani (Rainha).
Ele tornou-se membro da família, ainda abalada com a morte da mulher do indiano no ano anterior --especialmente sua filha, a pequena Dulki.
"Eles me prenderam. Como minha filha vai sobreviver?", perguntou o indiano no canal CNN-IBN enquanto era levado para a prisão. "Não consigo entender por que fui punido por cuidar bem de um urso que estava perdido na floresta e poderia ter morrido se eu não o tivesse levado para minha casa."
A ursa está em uma área isolada do zoológico da região.
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